Mudanças e novidades

set 01 2010 Published by nicouto under blog

Voltando a ativa (e espero que cada vez mais ativa) escrevo novamente e agora com novos temas e outras dúvidas. Sim, mudei o nome do blog (pra quem não se lembra, era “Use me, use me not”) e pretendo fazer isso algumas vezes, afinal a vida é feita de mudanças e adaptações e, assim como o meu trabalho, esse blog também deve ser iterativo, se renovando, se construindo até chegar ao melhor resultado. Calma, não mude de site ou pense que a autora pirou e decidiu falar da vida, NOT!  Os assuntos centrais nunca mudarão, são eles: experiência do usuário, arquitetura de informação, pesquisas, usabilidade, experimentos com interfaces, design centrado no usuário… sempre seguindo esse rumo.

Desde que comecei a trabalhar lá na Samba Tech em dezembro de 2009, tenho me aventurado cada vez mais no mundo dos vídeos online e de plataformas voltadas para esse tipo de serviço. Procuro entender como é a experiência do consumo de informação quando ela vem em formato de vídeo, e pelo que já percebi, é uma experiência diferenciada e pode ser considerada mais rica e substancial em alguns momentos.

Um dos fatos dos quais o consumo de vídeos vem aumentando está ligado ao crescimento da produção de vídeos seguido da evolução tecnológica. Encarando de uma forma lógica e cronológica, pensamos que: câmeras digitais se popularizaram, celulares evoluíram e aprimoraram suas câmeras, notebooks sem webcam são difíceis de se encontrar atualmente, conclusão, vídeos e imagens sendo produzidos a todo momento no mundo todo. Isso caracteriza resumidamente a produção, e como compartilhar todo esse material produzido? Quem não respondeu “Internet” perdeu. Redes sociais surgindo a todo momento, velocidade de conexão cada vez mais altas…pronto parei, acho que todo mundo já entendeu.

Como encarar a experiência do usuário e a arquitetura da informação em sites que utilizam vídeos, é um dos meus novos desafios, e tenho gostado bastante de pesquisar sobre isso. Pouco antes de me dedicar a essa área, eu havia participado de estudos que me levaram a acreditar que vídeos podem ser bons aliados no e-commerce, por vários fatores, entre eles, a possibilidade de fazer com que o cliente chegue o mais perto possível do produto antes de efetuar a sua escolha. Fácil enxergar isso, quem não teve a curiosidade de assistir a um vídeo daquele produto que quer tanto comprar no momento da pesquisa de preços?

Enfim, meu intuito principal com este post era atualizar o meu adormecido (mas agora acordado) blog, falando o que anda acontecendo na minha vida e o que quero trazer de novidades. Pelo que puderam perceber tenho tanta coisa para escrever, e tão pouco tempo! (freaking a bit)

Não sumam!

obs.: o wordpress está cada vez mais fofo, não? I love wordpress!

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Dicas rápidas para melhorar as vendas online

nov 02 2009 Published by nicouto under blog

Li um artigo muito legal da Smashing Magazine dando algumas dicas bem pertinentes sobre o melhoramento da usabilidade em sites de vendas online, colocando em tópicos eles abordaram 8 problemas comuns de usabilidade que são:

1) Caixa de busca escondida

Basicamente sites de produtos à venda online necessitam de uma ferramenta de busca e que seja proeminente na tela, afinal os usuários precisam encontrar o que eles querem e a busca é sempre uma boa pedida.


2) Resultados de busca que não ajudam

Garantir que os resultados de busca mostrem os produtos procurados é um ponto que deve ser estudado ao desenvolver essa ferramenta de busca. A melhor maneira de manter a qualidade dos resultados apresentados é estudar a forma que o Google trabalha com o suporte que ele oferece ao se digitar palavras erradas ou semelhantes a outras e mostrar “Você quis dizer…” e ainda oferecer alternativas de navegação quando não houverem resultados da busca realizada como, por exemplo, “Não encontramos o que você procurou, mas encontramos ….”.
3) Produtos insuficientes em cada página listada

Fornecer sempre que possível grande quantidade de produtos por página sem exagerar para reduzir o esforço do usuário na navegação “Próxima página”, o ideal seria entre 50 a 100 produtos por página, dependendo do tipo de site. Para isso é interessante que os produtos listados estejam visualmente fáceis e de rápido entendimento, através de uma foto clara e descrições rápidas daquele produto.

Um bom exemplo comentado é do site  iStockPhoto, ao se procurar por uma foto de “praia” há uma grande variedade de resultados de forma que o usuário pode se deleitar na escolha da foto perfeita.

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Para sites em que os produtos necessitam de certas descrições técnicas o ideal seria entre 15-20, mas isso varia de acordo com os filtros e a forma que o usuário gostaria de visualizar os produtos (lista, grade, etc).

4) Pequenos links de paginação

Aumentar a área clicável dos links de paginação facilita a navegação entre as páginas. Como um melhor exemplo foi citada a paginação do Flickr, que usa botões claramente limitados por uma caixa em volta dos números permitindo que o usuário visualize com facilidade e ainda reforça as cores da marca entre os botões.

Outro ponto não comentado no artigo, e eu aproveito pra falar, é a informação indicando a quantidade total de itens que serão exibidos (13.039.287 itens), com certeza é importante para que o usuário veja isso e pense em filtrar os resultados.

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5) Links não descritivos nas páginas de produtos

É importante que o usuário saiba um pouco sobre o produto antes de clicar em seu link, e para isso as URL amigáveis podem ajudar bastante quando usadas de forma inteligente. Ao usar links como http://www.amazon.com/Crush-Time-Cash-Your-Passion/dp/0061914177/ ao invés de http://www.ecrater.com/product.php?pid=5540041 o usuário consegue ver com clareza para onde está indo.

6) Forçar o usuário a se cadastrar no ato da compra

Essa dica basicamente implica que quando um usuário/cliente quer comprar, saia da frente! Forçar que ele faça um cadastro através de um formulário longo é um dos motivos mais registrados de desistência de compra nos sites hoje em dia. Para melhorar isso é interessante “vender” os benefícios de se registrar e toda sua conveniência ao se livrar em processos de fraude e segurança. Além disso tudo, OBVIAMENTE, desenvolver um formulário simples e objetivo ajudam bastante, falei um pouco disso em meu último post. Mas sempre deixando a escolha por conta do usuário.

Há um artigo falando sobre como uma simples mudança de localização do botão de checkout no site da Amazon, fez com que as vendas aumentassem em 300 milhões de dólares. Vale a pena dar uma conferida.

7) Anúncios publicitários por todo o site

Anúncios distraem os usuários e devem ser usados com cuidado para que eles não se sintam confusos em seu site. Quando não são usados com cuidado você pode levar os seus clientes para outros sites, ajudando a concorrência e perdendo o seu foco de vendas.

8 ) Não avisar sobre itens fora do estoque

Você trabalha com certos produtos que acabaram no estoque? Então deixe que seus usuários saibam logo de cara ao visualizar o produto no seu site. Evite que eles fiquem frustrados ao querer exatamente aquele produto que não tem e só descobrirem isso depois. Se possível até avise que há poucos itens no estoque e que, em casos da falta do produto em estoque, a opção de “Avise-se quando estiver disponível”.

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Essas dicas de usabilidade podem ajudar a melhorar em grande parte as vendas online. Você tem algum caso parecido pra contar sobre aumento de vendas online? Mais dicas de usabilidade? comente!

Confira o artigo da Smashing Magazine na íntegra.

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O e-commerce e a usabilidade – Parte 1

out 18 2009 Published by nicouto under blog

Participei de algumas pesquisas recentes que envolviam sites de compras de produtos on-line e percebi algumas variáveis importantes que podem ajudar a levar um site de e-commerce mais próximo do seu sucesso como canal de vendas.

Muitas variáveis podem ser consideradas importantes, desde a quantidade de produtos até o pós-venda da loja, porém estas foram percebidas durante os testes e, como bons parâmetros de usabilidade, se destacaram, sendo elas:

  • Design
  • Acesso aos produtos
  • Qualidade da informação
  • Processo de compra

Percebo o comércio online crescendo em curto espaço de tempo. Ontem as pessoas tinham receio em efetuar compras online, hoje muitos já não saem de casa para comprar, afirmando que preferem a comodidade da internet.

Segundo estatísticas do e-commerce.org.br, as vendas no varejo online cresce em média 20% ao ano e todo esse crescimento merece extrema atenção de todas as empresas que possuem esse canal de vendas, afinal um site de compras difícil de se usar nos dias atuais, é um site rapidamente esquecido pelo consumidor. Ele fecha a página e corre para outro que o receba melhor.

Colocarei aqui uma série de 2 episódios para simplificar a leitura, espero que gostem e comentem bastante.  ;-)

Design – A “cara” do site é importante?

Observamos por aí na  internet vários sites com visual muito semelhante, estruturas navegacionais, elementos visuais, aquela cara de web 2.0, toda essa semelhança não é mera coincidência, e muito menos cópias descaradas realizadas por algum webdesigner frustrado. Quando me questionam sobre isso, eu costumo responder: “O que é bom é pra ser visto e se todos conseguem usar, por que não se inspirar ali?”

Há, inclusive, métodos de pesquisa que auxiliam nessa busca por váriáveis funcionais que podem ser reaproveitadas para redesenhar ou desenvolver um novo site. Esse assunto vou abordar em outro post.

A semelhança no design traz a familiaridade e a sensação de segurança que muitos usuários precisam para garantir que aquela empresa é confiável, que aquele site é seguro e que ali ele pode comprar seus produtos, porém não é a característica mais importante e não posso afirmar que seria uma principal variável no desenvolvimento de um site de compras. Isso porque o “design perfeito” é relativo para cada tipo de pessoa. O que é feio para um, pode ser lindo para o outro. O que é “carregado e poluído” em um momento, em outro pode ser “completo e explicativo”. Sem baixar o nível, caimos naquele velho pensamento, me perdoem a expressão mas, “gosto é igual **** cada um tem a sua” não é? (rs) Pois bem, o mesmo serve para o design nesse momento. A cada teste que observo, um mesmo site é elogiado e criticado praticamente na mesma proporção e em uma conclusão geral, o design não deve ser deixado de lado, mas não é este o carro chefe de um site de e-commerce.

Acesso aos produtos – O rato, a ratoeira e o queijo.

Tendo em vista que o produto é o principal ator deste cenário, obviamente precisamos que ele apareça. Para sabermos se os produtos estão aparecendo no seu site, primeiro precisamos perceber como está a navegação, em um primeiro momento, perceber se o usuário consegue se movimentar pelo site, não importando por onde ele foi e sim se encontrou o que procurava, se teve que passar por muitas páginas para chegar até lá e por ai vai.

A estrutura da informação de um site de e-commerce merece muita atenção e precisa de um certo conhecimento em sistemas de classificação, qualquer um deles. Afinal, são muitos produtos e na dúvida pela escolha da classificação, a ordem alfabética é a melhor alternativa, é conhecida universalmente e,  em todos os casos, pode ser a mais rápida quando se quer localizar um conteúdo em uma lista, sendo ela vertical ou horizontal.

agilidade na leitura

agilidade na leitura

Além da estrutura de navegação, a ferramenta de busca precisa ser eficiente, pois costuma ser a “bengala” de muitos usuários, e quando digo muitos, digo quase todos. Ela poupa tempo e em vários casos os usuários vão direto até ela, sem procurar primeiro na Homepage.

“Se eu quero ver bananas, não me mostre maçãs.”
Sim, é basicamente isso, o usuário não quer ter que procurar o que já digitou na busca mais de uma vez, ele não quer sugestões semelhantes, ele quer bananas. Precisão é fundamental para o sucesso da busca de qualquer site, não ofereça nesse momento produtos semelhantes, não é aí que se deve fazer uma venda casada, se você quer facilitar a busca, nada melhor que fornecer os filtros de busca,  itens que são amados por alguns usuários mas nem sempre entendidos pela maioria.

exemplo de um bom filtro de busca

exemplo de um bom filtro de busca

E para justificar a frase “o rato, a ratoeira e o queijo”, pode não ser muito óbvio, mas digo que basicamente a maioria das empresas tem a faca e o queijo na mão para conquistar um cliente, mas em troca disso, muitas vezes os clientes (usuários) não se sentem confortáveis no site, não encontram o que procuram com facilidade, alguns chegam até a se sentirem “burros” e crer que a culpa não é do site e sim da sua falta de conhecimento técnico. Isso leva tudo por água a baixo e a experiência daquele usuário com o site é totalmente perdida. O rato foi para a ratoeira, e o queijo ficou lá.

No próximo post, falarei das duas outras variáveis, prometo não demorar a postar…até lá!

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