Entendendo Arquitetura de Informação

set 04 2010 Published by nicouto under Arquitetura de Informação

Vou tentar explicar o que é Arquitetura de Informação (#IA) em apenas um parágrafo e um vídeo para ficar bem claro e sem lenga-lenga, em termos gerais:

Arquitetura de informação é pegar algo complexo (ideia, informação, conhecimento), descentrado, afórmico, desorganizado e transformá-lo em algo simples, fácil, agradável e, quando possível, divertido para quem vai consumir/usar/interagir.”


vídeo de Matthew Hodgson (thanks about that)

Perfil de quem quer se dedicar a esta área:

  • Observador
  • Curioso
  • Organizado
  • Dedicado
  • Bom leitor / comunicador /ouvinte
  • e por último, mas não menos importante: Amar o que faz! (isso serve para qualquer profissão mas quis colocar assim mesmo)

Para quem quer se aprofundar, há links no meu blogroll (ali do lado) e mais algumas boas referências:

Áreas relacionadas:

  • Usabilidade
  • Design de interação
  • Experiência do usuário
  • Design centrado no usuário

Claro que hiper resumi o assunto, dá pra se aventurar e muito ainda ao se falar de arquitetura de informação, mas calma lá! Quero tentar falar mais sobre isso em doses mais moderadas! :)

Ficou claro? Falei algo demais, de menos?

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Mudanças e novidades

set 01 2010 Published by nicouto under blog

Voltando a ativa (e espero que cada vez mais ativa) escrevo novamente e agora com novos temas e outras dúvidas. Sim, mudei o nome do blog (pra quem não se lembra, era “Use me, use me not”) e pretendo fazer isso algumas vezes, afinal a vida é feita de mudanças e adaptações e, assim como o meu trabalho, esse blog também deve ser iterativo, se renovando, se construindo até chegar ao melhor resultado. Calma, não mude de site ou pense que a autora pirou e decidiu falar da vida, NOT!  Os assuntos centrais nunca mudarão, são eles: experiência do usuário, arquitetura de informação, pesquisas, usabilidade, experimentos com interfaces, design centrado no usuário… sempre seguindo esse rumo.

Desde que comecei a trabalhar lá na Samba Tech em dezembro de 2009, tenho me aventurado cada vez mais no mundo dos vídeos online e de plataformas voltadas para esse tipo de serviço. Procuro entender como é a experiência do consumo de informação quando ela vem em formato de vídeo, e pelo que já percebi, é uma experiência diferenciada e pode ser considerada mais rica e substancial em alguns momentos.

Um dos fatos dos quais o consumo de vídeos vem aumentando está ligado ao crescimento da produção de vídeos seguido da evolução tecnológica. Encarando de uma forma lógica e cronológica, pensamos que: câmeras digitais se popularizaram, celulares evoluíram e aprimoraram suas câmeras, notebooks sem webcam são difíceis de se encontrar atualmente, conclusão, vídeos e imagens sendo produzidos a todo momento no mundo todo. Isso caracteriza resumidamente a produção, e como compartilhar todo esse material produzido? Quem não respondeu “Internet” perdeu. Redes sociais surgindo a todo momento, velocidade de conexão cada vez mais altas…pronto parei, acho que todo mundo já entendeu.

Como encarar a experiência do usuário e a arquitetura da informação em sites que utilizam vídeos, é um dos meus novos desafios, e tenho gostado bastante de pesquisar sobre isso. Pouco antes de me dedicar a essa área, eu havia participado de estudos que me levaram a acreditar que vídeos podem ser bons aliados no e-commerce, por vários fatores, entre eles, a possibilidade de fazer com que o cliente chegue o mais perto possível do produto antes de efetuar a sua escolha. Fácil enxergar isso, quem não teve a curiosidade de assistir a um vídeo daquele produto que quer tanto comprar no momento da pesquisa de preços?

Enfim, meu intuito principal com este post era atualizar o meu adormecido (mas agora acordado) blog, falando o que anda acontecendo na minha vida e o que quero trazer de novidades. Pelo que puderam perceber tenho tanta coisa para escrever, e tão pouco tempo! (freaking a bit)

Não sumam!

obs.: o wordpress está cada vez mais fofo, não? I love wordpress!

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O e-commerce e a usabilidade – Parte 1

out 18 2009 Published by nicouto under blog

Participei de algumas pesquisas recentes que envolviam sites de compras de produtos on-line e percebi algumas variáveis importantes que podem ajudar a levar um site de e-commerce mais próximo do seu sucesso como canal de vendas.

Muitas variáveis podem ser consideradas importantes, desde a quantidade de produtos até o pós-venda da loja, porém estas foram percebidas durante os testes e, como bons parâmetros de usabilidade, se destacaram, sendo elas:

  • Design
  • Acesso aos produtos
  • Qualidade da informação
  • Processo de compra

Percebo o comércio online crescendo em curto espaço de tempo. Ontem as pessoas tinham receio em efetuar compras online, hoje muitos já não saem de casa para comprar, afirmando que preferem a comodidade da internet.

Segundo estatísticas do e-commerce.org.br, as vendas no varejo online cresce em média 20% ao ano e todo esse crescimento merece extrema atenção de todas as empresas que possuem esse canal de vendas, afinal um site de compras difícil de se usar nos dias atuais, é um site rapidamente esquecido pelo consumidor. Ele fecha a página e corre para outro que o receba melhor.

Colocarei aqui uma série de 2 episódios para simplificar a leitura, espero que gostem e comentem bastante.  ;-)

Design – A “cara” do site é importante?

Observamos por aí na  internet vários sites com visual muito semelhante, estruturas navegacionais, elementos visuais, aquela cara de web 2.0, toda essa semelhança não é mera coincidência, e muito menos cópias descaradas realizadas por algum webdesigner frustrado. Quando me questionam sobre isso, eu costumo responder: “O que é bom é pra ser visto e se todos conseguem usar, por que não se inspirar ali?”

Há, inclusive, métodos de pesquisa que auxiliam nessa busca por váriáveis funcionais que podem ser reaproveitadas para redesenhar ou desenvolver um novo site. Esse assunto vou abordar em outro post.

A semelhança no design traz a familiaridade e a sensação de segurança que muitos usuários precisam para garantir que aquela empresa é confiável, que aquele site é seguro e que ali ele pode comprar seus produtos, porém não é a característica mais importante e não posso afirmar que seria uma principal variável no desenvolvimento de um site de compras. Isso porque o “design perfeito” é relativo para cada tipo de pessoa. O que é feio para um, pode ser lindo para o outro. O que é “carregado e poluído” em um momento, em outro pode ser “completo e explicativo”. Sem baixar o nível, caimos naquele velho pensamento, me perdoem a expressão mas, “gosto é igual **** cada um tem a sua” não é? (rs) Pois bem, o mesmo serve para o design nesse momento. A cada teste que observo, um mesmo site é elogiado e criticado praticamente na mesma proporção e em uma conclusão geral, o design não deve ser deixado de lado, mas não é este o carro chefe de um site de e-commerce.

Acesso aos produtos – O rato, a ratoeira e o queijo.

Tendo em vista que o produto é o principal ator deste cenário, obviamente precisamos que ele apareça. Para sabermos se os produtos estão aparecendo no seu site, primeiro precisamos perceber como está a navegação, em um primeiro momento, perceber se o usuário consegue se movimentar pelo site, não importando por onde ele foi e sim se encontrou o que procurava, se teve que passar por muitas páginas para chegar até lá e por ai vai.

A estrutura da informação de um site de e-commerce merece muita atenção e precisa de um certo conhecimento em sistemas de classificação, qualquer um deles. Afinal, são muitos produtos e na dúvida pela escolha da classificação, a ordem alfabética é a melhor alternativa, é conhecida universalmente e,  em todos os casos, pode ser a mais rápida quando se quer localizar um conteúdo em uma lista, sendo ela vertical ou horizontal.

agilidade na leitura

agilidade na leitura

Além da estrutura de navegação, a ferramenta de busca precisa ser eficiente, pois costuma ser a “bengala” de muitos usuários, e quando digo muitos, digo quase todos. Ela poupa tempo e em vários casos os usuários vão direto até ela, sem procurar primeiro na Homepage.

“Se eu quero ver bananas, não me mostre maçãs.”
Sim, é basicamente isso, o usuário não quer ter que procurar o que já digitou na busca mais de uma vez, ele não quer sugestões semelhantes, ele quer bananas. Precisão é fundamental para o sucesso da busca de qualquer site, não ofereça nesse momento produtos semelhantes, não é aí que se deve fazer uma venda casada, se você quer facilitar a busca, nada melhor que fornecer os filtros de busca,  itens que são amados por alguns usuários mas nem sempre entendidos pela maioria.

exemplo de um bom filtro de busca

exemplo de um bom filtro de busca

E para justificar a frase “o rato, a ratoeira e o queijo”, pode não ser muito óbvio, mas digo que basicamente a maioria das empresas tem a faca e o queijo na mão para conquistar um cliente, mas em troca disso, muitas vezes os clientes (usuários) não se sentem confortáveis no site, não encontram o que procuram com facilidade, alguns chegam até a se sentirem “burros” e crer que a culpa não é do site e sim da sua falta de conhecimento técnico. Isso leva tudo por água a baixo e a experiência daquele usuário com o site é totalmente perdida. O rato foi para a ratoeira, e o queijo ficou lá.

No próximo post, falarei das duas outras variáveis, prometo não demorar a postar…até lá!

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